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Capítulo 2: O Contraste do Corpo Vivo

No fundo, a diferença mais básica e definidora entre a instituição e o corpo orgânico reside na própria natureza humana que os constitui. A instituição é uma estrutura projetada por e para o homem caído; ela pressupõe o egoísmo, a desconfiança e a necessidade de controle, demandando rédeas externas para que as pessoas consigam conviver sem se destruir. O Corpo, por outro lado, é composto pelo homem ressuscitado em Cristo. Ele é a expressão visível da nova criação, o “novo homem” de que fala a Escritura, cuja essência foi regenerada pelo Espírito Santo para amar, servir e se relacionar voluntariamente.


Por ser um organismo espiritual vivo formado por essa nova humanidade, o Corpo não necessita de armaduras externas, escoras burocráticas ou controle artificial para se manter de pé e em ordem. O que o mantém perfeitamente coeso e unido não são os trilhos frios de uma instituição, mas o poder aglutinador do Espírito de Deus, que habita em cada membro e os liga uns aos outros de dentro para fora. Onde o Espírito governa, o amor relacional atua como o único regulador necessário, a sensibilidade mútua substitui as regras rígidas e a diversidade de dons elimina a necessidade de uma liderança centralizadora humana, fazendo com que a vida flua de forma livre, orgânica e verdadeiramente unida

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